Miyajima, a ilha sagrada

Tempo e dinheiro são recursos que serão eternamente escassos em frente as nossas necessidades. Ao viajar, lidamos com uma dessas variáveis, no meu caso, normalmente com as duas.

Antes de pisar no Japão eu li muito sobre o lugar, sobre o que fazer lá. Eram poucos dias em cada cidade, pouca grana e a vontade de fazer tudo.

O Torii de Miyajima é considerado um dos patrimônios culturais do Japão

O Torii de Miyajima é considerado um dos patrimônios culturais do Japão

Quando a cidade de Hiroshima entrou na nossa lista, junto com ela veio o santuário de Miyajima. A ilha aparecia como ponto turístico nos principais guias da cidade, mas ao ir mais à fundo, descobri que anualmente é realizado uma queima de fogos monumental no local. Justamente no período que estaríamos na cidade.

Ao pisar de Hiroshima, a primeira pergunta que eu fiz, foi sobre o festival de fogos na ilha. A surpresa foi saber que o festival havia sido adiado devido a uma possibilidade de um tufão atingir a ilha.

O tufão não veio, e nós embarcamos no dia 14 de agosto em uma balsa para a Ilha de Miyajima. Foi um dia mágico, com direito a queima de fogos de quase 40 minutos no final do dia.

Planejar ajuda muito quando se está viajando. Mas não planeje demais, pois um tufão sempre poderá vir para alterar os seus planos. Quanto mais informações você tiver de um lugar, maiores serão as possibilidades e melhor será sua experiência por lá.

Nós, dentro do templo Daiganji

Nós, dentro do templo Daiganji

Um pouco mais sobre Miyajima

Itsukushima ou Miyajima é o nome de uma ilha próximo a Hiroshima. A ilha possuí diversos templos, grande parte Xintoístas, mas também existem templos budistas na ilha.
Por ser uma reserva natural, tudo é extremamente limpo e cuidado por lá. Desde 1996 é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco, sendo protegido por severas leis de proteção do patrimônio.
O grande Torii “flutuante”, símbolo da ilha, foi construído em 1875 com madeira de cânfora vermelha da província de Miyazaki. Existem relatos da existência de um Torii no local desde 593DC.
Na maré baixa, é possível caminhar e admirá-lo de perto. Acredita-se quem passar pelo portal viverá uma vida próspera e feliz.

Mesmo no dia mais movimentado da ilha, era possível ouvir as cigarras gritando em uma trilha totalmente deserta.
Os cervos, além de caminhar na floresta, estavam junto aos turistas na tentativa de comer tudo o que viam pela frente. Confesso que fiquei aflito ao ver um cervo comento um mapa de papel.

Um dos programas mais legais que fizemos na ilha foi comer em um pequeno restaurante no caminho da trilha para o teleférico que leva até o monte Misen, o monte mais alto do Japão.
Foi uma experiência muito especial. Peça um prato de Ramen e para sobremesa coma um Kusa Mochi, um doce coberto com farinha de soja. – delicioso!

Tati, acariciando um cervo em Miyajima

Tati, acariciando um cervo em Miyajima

A viagem de teleférico até o monte Misen é agradável e divertida. As árvores que estavam todas verdes no verão, ao chegar o mês de setembro ganham tom vermelho formando um espetáculo de cores.

Em trinta minutos e uma escala, chegamos no topo do monte Misen. Foi muito bom ver Hiroshima ao fundo e toda a amplitude de Miyajima.

A ilha sagrada é um lugar para ser visitado e se possível durante dois ou mais dias. Vá aos templos, caminhe pelas trilhas. Descubra os inúmeros detalhes deste lugar que é considerado uma das maravilhas do Japão pelos japoneses.



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