Roubadas longe de casa – Parte 1: “Vão se os anéis…”

O maior pesadelo de quem viaja para longe de casa é passar por uma roubada. Língua, falta de conhecimento do local ou simplesmente estar longe de casa são fatores que assustam.

Nestes anos na estrada, algumas roubadas foram inevitáveis. Compartilhar estas histórias é a ideia do “Na Roubada”.

Estação de Francia

Estação de Francia (shbarcelona.es)

Não pense que este texto irá te proteger de todos os riscos do Mundo. Seria uma presunção muito grande, mas quem sabe lhe ajude a se manter ligado e te salve de algum perrengue.

Roubado na Europa
Nossa primeira viagem pela Europa foi uma jornada de 40 dias. A ideia era rodar vários países, passando pela Escandinávia, Alemanha, terminando a brincadeira na Espanha.

Podemos dizer que grande parte da viagem correu mais do que bem. Como qualquer lugar do mundo, a Europa possuí diferenças, e descobrimos isso da pior parte.

Em Barcelona, após 10 horas de trem mal dormidos, conhecemos de perto a destreza dos ladrões barcelonetas.

Sentei em um banco na estação de Francia, em Barcelona, enquanto a Tati foi até o banheiro. As nossas duas malas estavam no chão, enquanto nossa mochila estava no meio da minha perna.

Um homem veio por trás e me perguntou se os óculos que estavam no chão era meu. Olhei para trás e decidi tirá-lo do chão. Foi neste momento que os ladrões levaram minha mochila.

Foi desesperador… Assim que a Tati voltou do banheiro saí correndo em volta da estação. Depois decidi ir até uma delegacia, foi lá que descobri que na Espanha esse tipo de crime era comum.

Não consegui recuperar os meus pertences, tampouco tive algum apoio da policia. O bem mais precioso que perdi nessa brincadeira foram as mais de 3 mil fotografias que fizemos durante esta viagem. A lição que tiramos é que existem lugares que devemos sempre estar atentos, independente da cidade ou país que estivermos viajando.

Após isso, criamos algumas regras:

Proteção anti roubada

Proteção anti roubada (Arquivo Pessoal)

– Carregamos sempre o passaporte mais perto possível do corpo.
– Dinheiro, de preferência, nessas bolsinhas que levamos dentro da calça.
– Após chegarmos no destino, guardamos estes pertences de maior valor no cofre do quarto do hotel ou em algum compartimento secreto no meio da mala de viagem.

Seguir estas regras não tornou a gente imune a riscos. Recentemente quase tive meu celular roubado em uma viagem. Dessa vez, tentaram enfiar a mão no meu bolso, mas atento, percebi que isso iria acontecer antes de acontecer.

Não existe um fórmula infalível, mas com um pouco de atenção e cuidado é possível viajar para qualquer lugar do mundo sem correr o risco deste tipo de dor de cabeça.



Comments

comments